Objetivo Principal

O objetivo deste blog é construir e compartilhar experiências em Educação Musical para crianças. A ideia principal é estabelecer um repertório de músicas escritas especialmente para crianças, seus autores e os meios materiais de sua origem.



domingo, 17 de setembro de 2017

Rouxinol - Milton Nascimento





Este vídeo faz parte do espetáculo "Ser Minas tão Gerais" com Milton Nascimento, o grupo Ponto de Partida e os Meninos de Araçuaí. Assisti o DVD a pouco e fiquei encantada. Que belo trabalho!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A EURITMIA - JAQUES-DALCROZE


          Quando escrevi o artigo sobre o CD "Cantar o Mundo" descobri que a autora, Elisa Manzano, era professora de Euritmia e Kântele em uma escola em Campinas que seguia a pedagogia Waldorf. Através de pesquisas que fiz, me chamou atenção o termo "Euritmia", que me fez lembrar de Jaques-Dalcroze, educador musical que já conhecia.
          A palavra "Euritmia" já existia desde a época clássica grega, quando em 440 a.C. Polykleitos,  escultor de Argos, a definiu como "o equilíbrio de forças atuantes no corpo humano".
          No início do século XX, Rudolf Steiner resgatou o conceito da Euritmia, segundo o qual:
          "Para formar uma palavra, nós imprimimos no ar um tipo de movimento. As palavras possuem aspectos sensíveis e suprassensíveis dos sons produzidos por via oral. Ao reproduzir essas formas, obtemos a Euritmia, ou seja, uma réplica do gesto expressivo visível e invisível impresso no ar com as palavras. A Euritmia é a transposição do gesto do ar em um gesto de expressão corporal tangível e visível."

          Rudolf Steiner foi idealizador da Antroposofia, termo que significa "conhecimento do ser humano". A Pedagogia Waldorf está entre as realizações práticas da Antroposofia na área da educação.
         Rudolf Steiner, Jaques-Dalcroze e Rudolf Bode (que escreveu a obra "Ginástica Expressiva) foram contemporâneos e buscaram, cada um a sua maneira, utilizar o corpo e o movimento para desenvolver suas propostas de educação. Todos também foram influenciados por Francois Delsarte (1811-1891) e pelo seu sistema expressivo de educação do gesto.



          François Delsarte chegou a conclusão que "o gesto é mais que o discurso", após observar os gestos expressivos de pessoas em diferentes situações e lugares. Estes gestos foram catalogados, analisados por Delsarte, que mais tarde criaria um método que conectava o movimento, a voz, a expressão e a emoção humana, relacionando-os com o teatro, a música e o canto.
          Segundo Delsarte "toda manifestação do corpo corresponde uma manifestação interior do espírito" e todo gesto ou voz nasce de uma emoção, pensamento ou sentimento. Assim o artista deveria considerar qualquer movimento, por menor que fosse, causa ou consequência da sensação, emoção ou sentimento. Esta seria a Lei da Correspondência, um dos princípios em que se fundamenta a análise de Delsarte.
          O outro princípio é a Lei da Trindade, onde defende que o homem é constituído por três elementos: a vida, o espírito e a alma que se manifestam por meio do corpo através da voz (vida), da palavra (o espírito) e do gesto (a alma).
          Delsarte estabeleceu formas de movimento e também analisou o corpo em suas posições expressivas, relacionando cada movimento corporal à uma emoção específica. Seus estudos inovadores foram de encontro ao pensamento que deu origem a Dança Moderna e influenciaram vários estudiosos do corpo e do movimento do século XX.
          Voltando a Dalcroze e a Euritmia...
          Para Dalcroze a Euritmia consistia na correspondência entre o movimento corporal e o som. A prática musical antecede ao aprendizado teórico. Então explorar, experimentar, descobrir, aprender e analisar são princípios básicos do processo de educação musical.
         Segundo Dalcroze todos os elementos musicais podem ser vivenciados através do movimento. O corpo seria o primeiro instrumento musical a ser treinado, existindo um gesto para cada som e um som para cada gesto.
          Os ritmos do corpo - a respiração, o coração, o caminhar - devem ser conectados com a música para que o movimento do corpo possa ser utilizado para desenvolver o senso rítmico, a expressão, a concentração e a espontaneidade.



         Jaques-Dalcroze nasceu em 1865 e faleceu em 1950. Foi um defensor da aproximação da arte com o povo e da educação musical para todos. Segundo ele, toda ação artística seria um ato educativo e deveria ser destinado a todo cidadão, seja ele criança, jovem ou adulto.
          Algumas ideias importantes de Dalcroze foram:
- a educação musical desde a mais tenra idade, sendo o corpo e a voz os primeiros instrumentos musicais;
- a escuta consciente que leva à compreensão dos elementos constituintes da obra musical e de seus aspectos expressivos;
- a ação corporal é fonte, instrumento e condição de todo conhecimento;
- música e movimento, em sua interação com o homem, constituem uma unidade.
          O sistema Dalcroze de educação musical organiza-se em movimentos e atividades destinados a desenvolver atitudes corporais básicas, que são necessárias a conduta musical, trabalhando a escuta ativa, a sensibilidade motora, o sentido rítmico e a expressão. Os exercícios visam estimular a concentração, a memória e a audição interior, promovendo uma reação corporal a um estímulo sonoro.



          Já estamos no século XXI e ainda hoje é de extrema importância conhecer e revisitar o trabalho de educadores como Jaques-Dalcroze. Junto com Edgar Willems, Zoltán Kodály, Carl Orff e Shinichi Suzuki, Dalcroze faz parte da primeira geração de educadores no ensino de música. Todos eles tinham preferência em tornar o aprendizado de música uma experiência de vida, enfatizando a importância do movimento e do canto na aprendizagem musical. Assim podemos usufruir das contribuições dessas abordagens para enriquecer a área da Educação Musical no lugar onde vivemos.

          Deixo abaixo alguns textos que li para poder escrever este artigo. Vale a leitura.

- O livro "De Tramas e Fios - Um Ensaio sobre Música e Educação" de Marisa Trench de Oliveira Fonterrada é muito bom e tem um capítulo específico sobre este assunto.

- Método Dalcroze: perspectivas de aplicação no canto coral - José Fortunato Fernandes.
http://www.ufmt.br/ufmt/unidade/userfiles/publicacoes/8cfd0c0b195efbf577516fd1a04aad58.pdf


- Métodos Ativos - Dalcroze/Willems - Marli Batista Ávila.
http://www2.anhembi.br/html/ead01/pedag_musical/aula4.pdf


- Ginástica Expressiva - José Rafael Madureira.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-73072008000200016


- Artigo sobre Delsarte e Dalcroze.
https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/9209/2/AndreiaComSeg02.pdf


- A Música Corporal como Ferramenta Pedagógica para a Musicalização - Jefferson Ramos.
http://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/35944/Jefferson%20Ramos.pdf?sequence=1&isAllowed=y


- O Sistema de François Delsarte, o Método de Émile Jaques-Dalcroze e suas Relações com as Origens da Dança Moderna - Elisa Teixeira de Souza.
http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/9475/1/2011_ElisaTeixeiradeSouza.pdf



quarta-feira, 28 de junho de 2017

CD - CANTAR O MUNDO








Um dos CDs que considero mais preciosos na biblioteca da minha escola é este: "Cantar o Mundo" de Elisa Manzano e Paula Mourão.










                 
Gravado entre março de 2004 e junho de 2005, o CD contem 54 faixas com músicas, parlendas e poesias que, agrupadas em rodas, falam de temas diferentes relacionados a épocas do ano, suas festividades e estações. Utilizando como instrumentos o violão, a flauta, alguns instrumentos de pequena percussão e o xilofone, as autoras trazem, em cada faixa, muita musicalidade, sensibilidade e emoção aos ouvintes. Ouvimos também sons de tubos de PVC, carrilhão de chaves, papel amassado, apitos de pássaros e berimbau, sons que enriquecem as faixas e despertam a curiosidade e a percepção auditiva dos ouvintes.

Começamos com uma breve acolhida e com a Roda Rítmica do Verão. Não tem música mais bonita para falar de chuva com os pequenos que "Cai a Chuva". Falar, cantar e sonorizar...

"Cai a chuva miudinha,
 cai a chuva lá do céu
Vou abrir meu guarda chuva
E botar o meu chapéu.
Tra-la la la la la.

Uma forte trovoada
Faz a chuva desabar
Escorrendo na calçada
Minha roupa vai molhar.
Tra-la la la la la.


Mas o sol por entre as nuvens
Já começa a espiar
E no céu um arco-íris
Vem a Terra enfeitar.
Tra-la la la la la."



Em seguida vem a Roda Rítmica da Páscoa com a história da lagarta e sua metamorfose.
A Roda Rítmica "Diferentes Povos" é encantadora. Conforme o trenzinho vai andando encontramos músicas do folclore espanhol, francês, alemão e inglês.

Para as festas juninas temos a Roda de São João com as parlendas da Paçoca, da Pipoca e da Fogueira. Tudo feito com muito carinho.
Depois de falar do Saci Pererê, vem a Roda da Primavera:

"Entrei num jardim com flores,
Não sei qual escolherei...
Escolho a mais formosa,
Com ela eu dançarei..." 

Para terminar a Roda Rítmica do Pastorzinho.

Segundo as autoras o objetivo deste trabalho é: "incentivar o resgate da cultura e da linguagem musical como ferramentas pedagógicas fundamentais para despertar a sensibilidade, o senso rítmico, a imaginação e a criatividade tanto da criança quanto do próprio educador, passando pelas esferas afetiva, estética e cognitiva."

Elisa Manzano é pedagoga, formada pela UNICAMP. Estudou Euritmia e Pedagogia Waldorf na Alemanha e atua como professora em Campinas. Exerce atividade junto ao Ateliê Pulsando Som, Instrumentos Musicais Artesanais, cujo endereço na internet é:
http://pulsandosom.com.br/






Paula Mourão é terapeuta social, trabalhando com pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Ministra cursos de Danças Circulares e é regente do coral do Encontro Brasileiro de Danças Circulares e Sagradas.





Vale a pena conferir!





sexta-feira, 16 de junho de 2017

PIXINGUINHA PARA CRIANÇAS




Pixinguinha nasceu dia 23 de abril de 1898, no Rio de Janeiro. Seu nome era Alfredo da Rocha Viana Filho, mas ganhou um lindo apelido da avó que o chamava Pizidim, um nome africano, formado por duas palavras que querem dizer: pizin - bom e dim - menino.  

Desde pequeno teve contato com a música através de sua família. Seu pai era flautista e seu irmão Henrique ensinou-lhe a tocar cavaquinho. Nas reuniões de músicos que haviam em sua casa,  o menino participava das rodas de chorinho e mesmo quando ficava tarde e seu pai mandava-o dormir, ele ficava ouvindo do seu quarto e no dia seguinte tocava os chorinhos de ouvido para seu professor Irineu de Almeida.

Aos poucos começou a acompanhar seu pai nos bailes para tocar e compôs sua primeira música "Lata de Leite" aos 11-12 anos de idade.

Autor de centenas de valsas, sambas, choros e polcas foi, segundo Sérgio Cabral, um flautista genial. Primeiro músico a fazer orquestrações brasileiras para a música popular e maior compositor de música instrumental do Brasil. Admirado por muitos compositores, reuniu em sua obra beleza, sofisticação e brasilidade. Fez arranjos para intérpretes famosos como Carmem Miranda, Francisco Alves e Mário Reis.

Aos 14 anos, Pixinguinha começou a trabalhar como músico nos cabarés famosos do Rio de Janeiro e entrou para a orquestra do Cine Teatro Rio Branco, como flautista. Sua primeira gravação foi o chorinho "São João Debaixo d´Água" de Irineu de Almeida.
Com o conjunto musical "Os Oito Batutas", Pixinguinha tocou com Donga, Nelson Alves, China, Raul Palmieri, José Alves e Luís Oliveira. O grupo foi o primeiro regional brasileiro a viajar em excursão para a Europa em janeiro de 1922.

Pixinguinha foi um representante da cultura e da cidade do Rio de Janeiro. Com muitos amigos, era um boêmio, frequentador assíduo de bares, ganhando até mesmo o seu nome gravado em ouro na sua mesa, no Bar Gouveia, situado na Travessa do Ouvidor.

Tocou na Orquestra Típica Pixinguinha-Donga e no Grupo da Velha Guarda. Suas composições estão gravadas em dezenas de discos e muitas delas ganharam letras de Braguinha, Vinicius de Moraes, Hermínio Bello de Carvalho e Paulo César Pinheiro, entre outros.

Autor de "Carinhoso", "Rosa", "Naquele Tempo", Pixinguinha contou em depoimento realizado no Museu da Imagem e do Som, tendo como um dos entrevistadores Hermínio Bello de Carvalho, que as músicas que mais o agradavam eram "Ingênuo", a segunda parte, e "Porque Sofres", a terceira parte.

Gostaria de destacar aqui algumas frases que famosos disseram sobre ele:


"Se fosse necessário resumir a música popular brasileira em uma palavra, esta seria Pixinguinha."
"Que outro nome, além de Pixinguinha – ele que é instrumentista, compositor, orquestrador, chefe de orquestra e tudo isso de forma genial – poderia realmente melhor representar a música popular brasileira de todos os tempos?"
(Ary Vasconcelos)




"A benção, Pixinguinha, tu que choraste na flauta todas as minhas mágoas de amor" (Vinicius de Moraes)


"Amor da minha vida. Gênio querido e humano" (Tom Jobim)

Pois, bem... Sempre gostei de Pixinguinha, de chorinho, de música instrumental brasileira. Entre as tantas lembranças, heranças que me couberam da minha mãe, trouxe um livro-CD organizado por Hermínio Bello de Carvalho: "Pixinguinha - 100 anos". Fui ouvindo aqueles dois CDs, prestando muita atenção e fiquei maravilhada com uma descoberta (tardia, talvez...): Pixinguinha fez música para crianças!
Já conhecia muito bem o "Samba na Areia". O CD traz uma série chamada "Brincando com os Bichos" com as composições: "O Gato e o Canário", onde a flauta e o saxofone brincam juntos, "Urubatã", que quer dizer pássaro em africano, "Pula Sapo", "Marreco quer Água" e o "Samba do Urubu". Estas músicas, inspiradas nos sons e nos movimentos dos animais, mostram a genialidade do autor na exploração dos sons onomatopaicos nas melodias.

Além destas músicas, outras que são alegres e tem nome de animais no título, como: "Cercando  Frango", "Salto do Grilo" e "Papagaio Sabido" sugerem uma aproximação com o universo infantil. Segundo Henrique Cazes, músico e produtor musical, Pixinguinha foi pioneiro em compor música para crianças no Brasil.

Henrique Cazes foi produtor musical do CD que acompanha o livro "Pixinguinha para Crianças - Uma Lição de Brasil". O livro da editora Multiletra, traz ilustrações de Guto Nóbrega, texto de Rosa Amanda Strausz e organização de Carlos Alberto Rabaça e conta a história do autor, sua infância, sua carreira, seus amores e sua arte. No CD, 12 faixas com composições de Pixinguinha escolhidas pela leveza, pelas letras engraçadas, pelas histórias que narram e pela doçura que expressam.







No ano de 2013 os músicos Daniel Fernandes, Milena Sá e Marcelo Cebukin criaram um espetáculo em que contam a história e a obra de Pixinguinha. Junto com Joana Saraiva, Bernardo Diniz e Luzia de Mendonça, o espetáculo que une música e performance com bonecos, máscaras e brinquedos obteve muita aceitação pelo público e mostrou que o repertório de Pixinguinha pode, ainda hoje, atrair pessoas de todas as idades.
O vídeo abaixo mostra um pouco do trabalho do grupo.

https://vimeo.com/129146942






O Dia Nacional do Choro é dia 23 de abril, data que marca o nascimento de Pixinguinha. Ele faleceu em 1973 aos 75 anos de idade.


Ouçam "O Canário e o Gato" gravado em 1949 com Pixinguinha no saxofone.






domingo, 28 de maio de 2017

Que bicho será que botou o ovo?




Quando pensei no dia das Mães, na escolinha onde trabalho, resolvi falar sobre o ovo. Já tínhamos trabalhado com ovos por ocasião da Páscoa e, pela proximidade das datas, achei interessante continuar com o mesmo assunto, assim poderíamos explorar mais o tema com as crianças.
Mas por que o ovo?
Comecemos por ler um trecho do lindo poema de João Cabral de Melo Neto, "O Ovo da Galinha":

...
No entanto, se ao olho se mostra
unânime em si mesmo, um ovo,
a mão que o sopesa descobre
que nele há algo suspeitoso:

que seu peso não é o das pedras,
inanimado, frio, goro;
que o seu é um peso morno, túmido,
um peso que é vivo e não morto.
...
No entretanto, o ovo, e apesar
de pura forma concluída,
não se situa no final:
está no ponto de partida.
...

Lindo, não? Para ler o poema na íntegra consulte o endereço:
http://releituras.com/joaocabral_oovo.asp
Pesquisei vários livros de literatura infantil e muitas músicas e escolhi este livro do escritor Ângelo Machado - "Que bicho será que botou o ovo?" pela simplicidade do texto e por ser capaz de instigar a curiosidade das crianças pequenas.
Ao apresentar o livro para as crianças começamos a falar sobre os bichos que botavam ovos, alguns muito conhecidos, outros nem tanto. Foi possível fazer uma pesquisa com elas sobre os animais: como são seus ovos (grandes, pequenos, de casca mole, dura), onde eles costumam botar os ovos e como cuidam dos filhotes quando nascem.
Ao ler um pouco sobre o autor do livro, descobri que ele queria mesmo, através de seus livros, ensinar biologia e ciência para as crianças. Que homem interessante este Ângelo Machado! Mineiro de Belo Horizonte, nasceu em 1934. Formado em Medicina, especializou-se em neurobiologia e entomologia, escreveu mais de cem artigos científicos sobre o tema, descreveu 48 novas espécies e quatro gêneros de libélulas, bicho pelo qual tem paixão desde os 15 anos de idade. Trabalha como ambientalista e preocupa-se com as espécies ameaçadas de extinção.

No entanto, há mais de 20 anos, descobriu uma outra habilidade, ou seria vocação? Escrever para crianças. Primo de Maria Clara Machado, seu primeiro livro  "O Menino e o Rio" foi devolvido pela editora que alegava que este não serviria como literatura, pois ensinava muitas coisas, e nem mesmo como ecologia, pois os bichos da história falavam... Incentivado por um amigo, publicou o livro pela editora Lê e logo se tornou um sucesso.
Segundo Ângelo Machado um bom livro infantil tem que ter história, aventura e humor. Ele disse, em uma entrevista, que o escritor de literatura infantil é mais importante que o de literatura para adultos porque:
"Se os meninos não aprenderem a gostar de ler livros infantis, nunca lerão os livros de literatura para adultos. Se um adulto lê um livro e não gosta, ele deixa de lado e procura outro. O menino fecha o livro e não lê nunca mais."
A coleção "Que Bicho Será?" é considerado pelo autor como a coisa mais importante que fez na vida. Segundo ele, os cinco livros da coleção apresentam problemas que preocupam os personagens e desenvolvem nas crianças, que estão descobrindo como é o mundo e para que servem as coisas,  a curiosidade, que é a principal motivadora da pesquisa científica. Outra coleção escrita pelo autor é "Gente Tem, Bicho Também".
O livro "Que Bicho Será que Botou o Ovo?" foi ilustrado por Roger Mello, autor de belíssimos livros-imagem e primeiro brasileiro a vencer o prêmio Hans Christian Andersen na categoria ilustração em 2014.
Algumas outras obras de Ângelo Machado: "O Boto e seus Amigos", "Chapeuzinho Vermelho e o Lobo-Guará", "O Esquilo Esquecido", "O Livro do Pé", "O Menino e a Rã", "A Outra Perna do Saci", "O Rei Careca", "A Viagem de Tamar, a Tartaruga Verde do Mar", "A Mula com Cabeça", entre outros.



domingo, 7 de maio de 2017

MARCUS JOSÉ VIEIRA



Hoje gostaria de apresentar mais um educador musical muito bom: Marcus Vieira. Marcus já nos cativa por seu sorriso e alegria, mas sua criatividade gigantesca em criar ritmos partindo de copos, baldes, canetas e muitos outros objetos nos deixa sem palavras!



Marcus trabalha com educação musical há mais de dez anos.  Como professor atua em escolas, cursos de graduação, formação de professores e oficinas. Através de seu site MUSIPED e de seu canal no Youtube ele disponibiliza um rico material para professores, mostrando que é possível fazer música utilizando objetos simples, sem grandes investimentos e acessível a todos os alunos.
Seus cursos MUSICOPOS, BATUCATUDO E BATUCANETAS são muito ricos. Eu já participei dos dois primeiros e posso assegurar que, além de serem muito bons, são fáceis de aplicar em sala de aula com nossos alunos e as crianças adoram!
Frequentemente ele disponibiliza Minicursos gratuitos, onde é possível ter uma ideia do curso. Para participar destes minicursos basta cadastrar o seu email no site para receber todas as informações sobre eles.

No site também é possível baixar gratuitamente seus dois E-books: "Aprendendo a Batucar" e "Como construir 10 instrumentos musicais".

Atualmente ele vem trazendo aos seus seguidores no Facebook uma série desafiadora: batucar utilizando 100 objetos diferentes. Tenho acompanhado seus vídeos - já são 33. Ele batuca com tesoura, balde de lixo, porta, cadeira, trena, pente, porta, entre muitos outros. Sensacional!!!!
Disponibilizo seus endereços, acompanhe:



terça-feira, 28 de março de 2017

MARCELO SERRALVA






Hoje gostaria de falar de outro grande educador, que admiro pelo seu trabalho e também por sua generosidade: Marcelo Serralva.
Marcelo Serralva mora no Rio de Janeiro. É músico, professor em escolas de ensino fundamental e infantil e compositor. Seu trabalho musical começou como a Turminha do Tio Marcelo. Possui o site Musiqueducando onde compartilha vários vídeos sobre dicas e atividades de musicalização. Criador de pequenos poemas para crianças e contador de histórias, Marcelo também é desenhista e ensina as crianças a desenhar.
Em seu site:
e em seus canais:

Marcelo compartilha suas composições, cria personagens animados, conta histórias, ensina a construir instrumentos musicais e a desenhar.
No site Musiqueducando disponibiliza cursos livres de Musicalização e Contação de Histórias online, em ambiente virtual, a preços bem acessíveis e de grande qualidade. Já participei de dois cursos "Contar Histórias com Música" e "Atividades Musicais para Bebês".
Marcelo compõe músicas com muito carinho. Tenho apresentado suas composições para meus alunos com ótima receptividade. No nosso teatro de final de ano, em 2016, nós cantamos "Água" e "Antigamente" de sua autoria. Também é compositor de "Canção para todas as mães", "Pai, meu super-herói" e "Essa é só mais uma Canção de Natal". Gosto muito de sua canção de acolhida "Bom dia Amiguinho" e da brincadeira "Malamalenga".
Marcelo gravou 3 CDs: "Turminha do Tio Marcelo", "Turminha do Tio Marcelo 2" e "Historinhas Musicais". Gravou 2 DVDs "Clipes Turminha do Tio Marcelo" e "Marcelo Serralva - Coletânea de Vídeos". Na loja virtual de seu site também estão disponíveis duas apostilas "Descomplicando a Musicalização - Atividade Musical para Não-Músicos" e "Projeto Musical - Como Poderei Viver... sem a água!". 







Seu primeiro livro de poesias, dedicado ao público infantil "Preticências" reúne poemas que falam sobre a identidade racial de forma bem lúdica e leve. Um trechinho do que vamos ler:
Já pensou que louco seria
se as histórias um dia
tivessem a cor da gente?





O projeto Preticências e outras mirabolâncias traz poemas, contos e vídeos que podem ser compartilhados e usados nas escolas sem restrições.
Outro trabalho bem interessante de Marcelo é "O Homem-Banda". Bem que eu gostaria de morar no Rio de Janeiro para vê-lo tocando e cantando. Com instrumentos de sopro amarrados ao pescoço, um bumbo nas costas, pratos no joelho, um ukulele nas mãos, Marcelo toca, canta e encanta seus ouvintes em festas, eventos e até mesmo nas ruas da cidade.


Marcelo está sempre acompanhado por sua esposa, a Marissa de Britto e sua filhinha que é uma graça de menina: Mariane. Confiram!




Falando de Rosas

Estava procurando uma cantiga para as crianças dançarem na festa junina da escolinha. Esta música é uma graça e neste arranjo ficou melhor ainda. Apreciem!