Objetivo Principal

O objetivo deste blog é construir e compartilhar experiências em Educação Musical para crianças. A ideia principal é estabelecer um repertório de músicas escritas especialmente para crianças, seus autores e os meios materiais de sua origem.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

MARY CRISTO - TRIBALISTAS

Esta música é muito bonita! Cantamos na festa do encerramento da Escolinha do Faz-de-Conta! As crianças adoraram!





Muita paz e harmonia para todos vocês! Feliz 2014!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

FORTUNA, TATIANA BELINKY E HÉLIO ZISKIND



Vocês conseguem imaginar o que poderia sair do encontro deste três excepcionais artistas?
A música! O projeto "Tic Tic Tati" é o resultado da adaptação musical de obras de Tatiana Belinky por Hélio Ziskind e Fortuna.
"Tic Tic Tati", lançado em CD em 2012 e transformado em espetáculo, reúne música e literatura. Tem 14 canções. Dez delas são composições sobre textos de Tatiana. 
Como são bonitas e apaixonantes as histórias cantadas dos "Dez Sacizinhos", "O Grande Rabanete", "O Caso do Bolinho", "Coro das Bruxas" e "A Operação do Tio Onofre"! O CD traz também duas canções conhecidas: "Lindo Balão Azul" e "O Vira", além de duas composições inéditas de Hélio Ziskind: "Na Roda da Fortuna" e "Tic Tati".
As faixas trazem rock, forró, valsas, marchinhas, cheias de gingado. As rimas simples são facilmente assimiladas pelas crianças. Apresentei várias músicas para os grupos da Educação Infantil, desde o maternal até o grupo III, e posso garantir, foi o maior sucesso!




Nascida na Rússia, em 1919, Tatiana veio para o Brasil, com sua família, aos dez anos de idade. Desembarcou no Rio de Janeiro, mas depois foi morar em São Paulo. Fluente em russo, alemão e letão, aprendeu o inglês e foi professora na escola Americana. Foi responsável pela adaptação da obra de Monteiro Lobato para televisão: O Sítio do Pica-Pau Amarelo. Escreveu críticas literárias para muitos jornais como "O Estado de São Paulo" e "Jornal da Tarde", trabalhou em diferentes programas da TV Cultura, fundou e editou a revista "Teatro da Juventude". 
Escreveu mais de 250 obras de literatura infanto-juvenil durante toda a sua carreira. Seu trabalho foi premiado aqui no Brasil e no exterior, recebendo o Prêmio Jabuti em 1989. Em 2009 foi eleita para uma das cadeiras da Academia Paulista de Letras.


Tatiana Belinky faleceu no dia 15 de junho deste ano, aos 94 anos de idade. Sobre sua obra, Fortuna diz: "com todo seu afeto, abordou a vasta gama de sentimentos humanos, ora com bom humor, ora com tristeza, de forma poética retratou para crianças o que elas próprias sentiam, criando um elo fortíssimo de identificação. Ela tinha uma tiradas incríveis e totalmente inusitadas."




Fortuna é o nome artístico de Fortunée Joyce Safdié, cantora e compositora brasileira, ligada à música, à dança e ao teatro. De origem judaica, Fortuna, após uma viagem à Israel, em 1991, iniciou um trabalho de pesquisa e resgate das canções medievais de tradição Ladina (o ladino é um dialeto judeu-hispânico, idioma dos sefaraditas).
Este trabalho resultou na gravação de vários CDs, entre eles: "La Prima Vez", "Cantigas", "Novo Mundo" e "Mediterrâneo". Seus espetáculos foram encenados em várias cidades brasileiras, assim como em Paris, Nova York, Amsterdã, Buenos Aires e Jerusalém.
Em 2008, a cantora lançou um CD e um DVD com o espetáculo "Na Casa da Ruth", que conta com poemas de Ruth Rocha, musicados por Hélio Ziskind no repertório.
Este novo CD, o  "Tic Tic Tati", une novamente literatura e música, dando continuidade ao belíssimo trabalho de Fortuna.

E o Hélio Ziskind? Já falei sobre ele aqui no blog (confiram). Admiro seu trabalho (que é imenso!). Adorável!

Visitem o Hélio Ziskind no facebook: https://www.facebook.com/helioziskindoficial





terça-feira, 19 de novembro de 2013

Trailer do DVD Infantil do Jacarelvis e Amigos


Segue o trailer do DVD. Espero que vocês gostem!




DVD JACARELVIS



Conheci o trabalho de André Pádua e Tiago Saad domingo passado. Na verdade recebi um email do André, que me convidou para conhecer o novo lançamento de seu estúdio: Animar.
Adoro conhecer novos trabalhos de música, principalmente trabalhos voltados para o público infantil. Percebo que, a cada dia, mais e mais compositores, músicos e animadores estão preocupados em oferecer à este público trabalhos de qualidade. Assisti, então, alguns clipes disponíveis deste novo DVD e fiquei encantada!
As músicas e letras do DVD são de Eduardo Lazarine, Anselmo Henrique e Tiago Saad. 
Os ritmos são bem legais: tem blues, rock e bossa nova. Os temas estão relacionados com o dia-a-dia das crianças pequenas, pois falam de alimentação, escovar os dentes, ficar de castigo (adorei!), brincar e estudar. Gostei muito da música "Barulhinho Bom" e "Jacaré Careca" também.
O Estúdio Animar localizado em Campinas, produz clipes musicais infantis e animações institucionais. Responsável por grande parte das animações dos DVDs da Galinha Pintadinha, possui outros títulos, entre eles "Luan, o Cometinha". 
O DVD foi produzido este ano e tem a duração de 34 minutos.
Vale a pena conhecer este trabalho. Muito sucesso para o pessoal do estúdio Animar!

Alguns links para saber mais:








sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Video Musical "O Gigante" do Tiquequê



Desejo muito sucesso para o Tiquequê! Belíssimo trabalho!

domingo, 22 de setembro de 2013

MÚSICA PARA CRIANÇAS



O livro "Música para Crianças" é uma versão do título "Children's Book of Music" da editora inglesa Dorling Kindersley, da Publifolha.
O livro, ricamente ilustrado, nos leva a fazer um pequeno passeio pelo mundo da Música, desde a Antiguidade até os dias de hoje.
Nos capítulos cujo título é "Perfil do Músico", podemos conhecer a vida de diferentes compositores e intérpretes famosos. A obra reúne pequenas biografias sobre Bach, passando por Villa-Lobos, Schoenberg, Duke Ellington, Frank Sinatra, Beatles, Led Zeppelin, entre outros.
Os capítulos sobre "Perfil dos Instrumentos" trazem os detalhes, as histórias e os instrumentistas ligados aos instrumentos que vão do Didjeridu (Austrália), da Pipa (China), ao violino, piano, trompete e guitarra. Traz um mapa riquíssimo da orquestra, além de informações sobre a origem dos instrumentos, como se desenvolveram ao longo dos anos e sua extensão.
Nos capítulos "Estilo Musical" podemos conhecer os diferentes gêneros e a evolução dos estilos na história da música. Podemos conhecer os sons da África, o Blues, o Reggae, a Música Pop e a Música Clássica Contemporânea.
Os capítulos intitulados "Apresentação" trazem a música em todo o mundo ao longo dos tempos. O mundo dos sopros, cordas, percussão, os grandes oratórios, os balés, as valsas, as danças características de determinados países como o tango, a salsa e o samba. Podemos conhecer também os grandes maestros, as gravações sonoras e as mais famosas trilhas sonoras. 
O livro vem acompanhado por um CD com 35 faixas. Enquanto você lê sobre determinado assunto é possível ouvir o som do instrumento citado, ou a obra de um autor. As gravações trazem exemplos de percussão vocal, riffs de guitarra, trechos do balé "O Lago do Cisnes", música indiana, canção cerimonial das mulheres massais do Quênia, entre outros.
Considero-o uma importante ferramenta de trabalho, interessante e variado, que com certeza vai despertar a curiosidade das crianças e de todos que tocam, cantam, dançam e gostam de música. 



quinta-feira, 19 de setembro de 2013

MY STRANGE GRANDFATHER



Muito bonito, sensível, criativo...
Apreciem!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

PUBLICAÇÕES SOBRE EDUCAÇÃO MUSICAL


No site da Associação Artístico-Cultural, a Atravez, é possível encontrar publicações sobre Análise Musical e Educação Musical.
A Atravez é uma entidade sem fins lucrativos, criada em 1985 na cidade de São Paulo. Tem como objetivo favorecer o desenvolvimento do ser humano e sua integração no coletivo por meio de um trabalho sócio-educativo baseado na arte e na cultura.


As publicações são divididas em dois cadernos de estudo: análise musical e educação musical. Lá podemos encontrar artigos de Carlos Kater, Koellreutter, Arthur Nestrovski, Teca Alencar de Brito, Bernadete Zagonel, Victor Flusser, Keith Swamwick, entre outros. 

O texto "Cenas Musicais I: A Música do ´Sombra´" de Teca Alencar de Brito parte do relato de uma experiência musical com um grupo de crianças de 4-5 anos de idade para nos dar uma visão de como a autora analisa a relação da criança com a música de uma forma muito bem fundamentada.
Através de uma atividade de criação musical, as crianças compõe uma pequena melodia para o personagem "Sombra", personagem imaginário que acompanhava uma das alunas do grupo. A partir daí, a autora faz uma análise sobre as cantigas infantis, ressaltando que, uma boa parte delas, traz algumas características comuns com a produção das crianças realizada em sua aula: as cantigas utilizam graus conjuntos ou pequenos saltos, têm pouca variação de tons, são, muitas vezes, limitadas a uma única linha melódica e possuem esquemas rítmicos repetitivos.
Para Teca a música é uma forma de expressão e comunicação, tornando-se também, para as crianças, um meio para que elas conheçam o mundo e através do jogo e da fantasia o transformem.
Teca ressalta também que a música das crianças aproxima-se de algumas das principais vertentes da estética musical contemporânea. No seu texto ela cita que, na composição das crianças os parâmetros do som são tratados qualitativamente, com imprecisão, não existe melodia fixa. Existem tessituras, pontos, movimentos. Não existem compassos, existem durações. A intensidade e a densidade caminham juntas, em blocos. Estas observações foram feitas quando a autora pediu que as crianças criassem uma improvisação musical utilizando instrumentos para a melodia "Sombra". Segundo Teca:

           “Com as crianças, basta conhecê-las e respeitá-las: respeitar sua percepção, sua cultura e as características próprias a cada fase de seu desenvolvimento, sua realidade, seu contexto social.”

 As propostas têm como objetivo final tornar a música parte da vida das crianças pequenas, abrindo canais para o desenvolvimento da percepção auditiva, da criação e expressão.

O texto citado está disponível no endereço:



terça-feira, 3 de setembro de 2013

REVISTA DE LEEME

Gostaria de divulgar neste espaço algumas iniciativas disponíveis na internet para quem gosta de ler e estudar sobre Educação Musical através do computador. Existem diferentes revistas que disponibilizam suas publicações, inclusive para download, trazendo textos e artigos de muitos educadores musicais. É um material muito rico que merece ser explorado.

Durante os anos de faculdade tive a oportunidade de conhecer vários endereços e gostaria de compartilhar, neste artigo, um deles.

É a Revista de LEEME. Editada na Universidade de Valencia, Espanha, a revista eletrônica de LEEME (Lista Europea Electrónica da Música en la Educación) tem como objetivo ser um veículo de difusão de conhecimento sobre a Educação Musical. Com periodicidade semestral a revista foi fundada em 1998.



Um dos artigos que li "Recursos didácticos para la enseñanza musical de 0 a 6 años" tem como autoras Miriam Ballesteros Egea e María García Sánchez.
Publicado na Revista Electrônica de LEEME, nº 26 de dezembro de 2010, neste artigo as autoras destacam a importância e os benefícios da música no desenvolvimento geral das crianças, concluindo que "ademais, se consiguen despertar todos los sentidos asi como las capacidades de atención y concentración". Elas destacam que existem dois pilares fundamentais para o ensino de música: a percepção e a expressão. Atividades de percepção buscam a educação do ouvido, da audição, e de expressão buscam a prática do canto, da dança, do movimento corporal e dos instrumentos musicais.
Pude observar, a partir da leitura do texto citado acima, que a autora Walkyria Passos Claro, educadora paulista, minha primeira professora de musicalização infantil, parte dos mesmos pilares para estruturar sua proposta de ensino de música para crianças. Walkyria preocupa-se com o desenvolvimento do "OUVIDO" e para isto propõe uma série de exercícios, jogos e brincadeiras voltados para a educação dos sentidos rítmico/melódico, melódico/harmônico e da capacidade de distinguir formas. As três autoras buscam fundamentar sua prática nas propostas dos educadores musicais Willems, Kodaly, Orff e Dalcroze: partir da observação, exploração, descobrimento e discriminação dos elementos sonoros que cercam as crianças; buscar um repertório de canções adequado à faixa etária; utilizar o corpo para evocar as diferentes situações sonoras, partir do movimento corporal para perceber os parâmetros do som; utilizar a voz como instrumento musical.
Outro ponto em comum entre as autoras do texto e a educadora Walkyria é a forma como pensam e organizam as aulas de música para bebês (crianças dos 9 meses aos dois anos de idade). Todas afirmam que as aulas devem ser muito bem organizadas, com atividades que despertem o interesse, cuidando para que as atividades sejam breves, capazes de captar a atenção das crianças. A presença de uma pessoa próxima da criança é fundamental, assim, nas aulas, o bebê deve vir acompanhado pelo pai, mãe ou cuidador. A escolha das canções, a rotina da aula, toda proposta de ensino é bastante parecida e segue os mesmos procedimentos.
Segundo o texto os professores são modelos essenciais para as crianças, pois, no processo de aprendizagem, elas repetem e imitam seus mestres. Assim como as crianças primeiramente falam para depois aprenderem a escrever, assim também, na música, se devem criar oportunidades para que a criança experimente a música, de forma prática, através dos jogos e brincadeiras para, mais tarde, aprender de forma teórica.

O endereço é:
http://musica.rediris.es/leeme/index.html

terça-feira, 27 de agosto de 2013

TEMA E VARIAÇÃO - FALANDO DE MOZART E UAKTI

Esta sequência de atividades musicais foram pensadas para um grupo de crianças com idades entre 8-12 anos, que toquem flauta doce ou piano (podendo ser adaptada para outros instrumentos).
Realizei estas atividades com um grupo de flauta doce no ano de 2010. O trabalho de escrita do planejamento foi feito para a disciplina "Produção de Material Didático para Educação Musical" do meu curso "Educação Musical" pela UAB-UFSCar,  em 2011.
Disponibilizo para vocês! Espero que possa ajudar e fornecer ideias para as aulas de instrumento em grupo.






terça-feira, 20 de agosto de 2013

TEMPO DE BRINCAR

Comprei o DVD "Tempo de Brincar" em 2010, quando estava desenvolvendo um trabalho sobre o Saci no mês do folclore, nas aulas de música da Educação Infantil, e buscava por um material novo para enriquecê-lo. Não conhecia a companhia, mas fiquei contente em saber que eles estavam em Sorocaba. 
Sorocaba é uma grande cidade. Já estudei, trabalhei e morei lá. Meu segundo filho nasceu em Sorocaba e tenho muitas lembranças boas da cidade.
O DVD é muito bom! É alegre, com músicas variadas, cenários bem feitos, bonecos, cores e muita magia e encantamento!


As canções são de Valter Silva. Os bonecos, as ilustrações, cenários e histórias de Elaine Buzato. São oito clipes com histórias como "A Lenda do Guaraná", com músicas como "Pererê" e "Ciranda dos Teus Olhos"; e quatro gravações de apresentações ao vivo da dupla: "Se esta rua fosse minha", "Uma história de Saci", "Pombinha Branca" e "O que é, o que é?". 
Neste mês de agosto o DVD é um material importante para ser explorado em sala de aula.


Elaine Buzato é atriz, artista plástica e flautista. Ela cria os bonecos, os adereços e cenários dos clipes e dos espetáculos que apresentam por aí. Valter Silva é compositor, músico e pesquisador da cultura popular brasileira.
O site: http://www.tempodebrincar.com.br/ conta um pouco da trajetória da dupla, além de falar sobre seus espetáculos. Traz também clipes e materiais para baixar. 
A dupla tem 4 CDs gravados, além do DVD "Tempo de Brincar". Seu primeiro CD "Tempo de Brincar" de 2003 tem canções de Valter Silva com arranjos de Cadmo Fausto para coral infantil. Outros CDs trazem participações de Mônica Salmaso, Toninho Ferragutti e Pena Branca.
Os temas das composições falam da cultura popular, falam dos personagens do nosso folclore, com ritmos brasileiros: maracatu, frevo, ciranda, moda de viola e marchinhas.
Seus espetáculos seguem a estética dos autos populares, onde a música narra trechos das histórias e os personagens são interpretados por atores brincantes. Dá para perceber o cuidado e carinho dedicado em todos os elementos que compõem suas criações: nos arranjos musicais, no uso dos instrumentos, na exploração de bonitas sonoridades, nos cenários coloridos, nos bonecos e mamulengos, nas vestimentas e  nos adereços.


sábado, 17 de agosto de 2013

PROJETO CIRCO

Desenvolvi este projeto no início do ano passado, na Escolinha do Faz-de-Conta. Neste período, estava terminando minhas atividades de estágio para a faculdade. Isto me ajudou a construir o projeto, buscando organizá-lo e escrevê-lo (em todos os detalhes), assim como buscar referências bibliográficas para embasamento das minhas propostas. 
Espero que gostem!


Projeto circo blog from mariavirginiamarzano

              
           




terça-feira, 6 de agosto de 2013

A HISTÓRIA DA BARATINHA


Comecei o semestre levando esta história para meus alunos da Educação Infantil. Quando criança, a alguns anos atrás, tive o prazer de poder ouvir as histórias da coleção "Disquinho". Ouvíamos, eu e minhas irmãs, aqueles discos coloridos tantas vezes, que podíamos contar as histórias, repetir as falas dos personagens e cantar as canções de cor. 

Para quem nunca ouviu falar, a coleção "Disquinho" surgiu em meados dos anos 40. Quando Braguinha assumiu a direção artística da gravadora Continental, sua filha era pequena. Vislumbrando explorar um novo mercado: a produção de discos para crianças, Braguinha começou com a adaptação de "Branca de Neve e os Sete Anões" e "Chapeuzinho Vermelho". Gravados por artistas como Carlos Galhardo e Dalva de Oliveira, as composições originais eram de Braguinha. Os primeiros volumes tiveram direção musical de Radamés Gnattali.
Os discos eram compactos, coloridos e foram ouvidos pelas crianças brasileiras até o final dos anos 80. Aos poucos outros autores fizeram adaptações e composições para a coleção, destacando-se Elza Fiúza.
Todos os textos são escritos em prosa rimada, alguns deles narrados pelo próprio Braguinha. Entre as narrativas encontram-se diversas melodias, como no caso de "Chapeuzinho Vermelho", com as músicas: Pela estrada afora, Eu sou o Lobo Mau e Os Caçadores.
Nos anos 80 a Editora Moderna lançou a coleção "Clássicos Infantis" em livros ilustrados, dos quais muitos fizeram parte da série "Disquinho".



"A História da Baratinha" é um conto clássico. O mais antigo registro dessa história é um manuscrito de 1782, que se encontra na Torre do Tombo, em Lisboa. A versão deste livro é de autoria de Braguinha (João de Barro) com ilustrações de Avelino Guedes. 
Nas aulas de música podemos contar a história, explorar as vozes dos animais, trabalhar rimas e versos e cantar com nossos alunos:
"Quem quer casar com a Dona Baratinha,
que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?"

ou

"Abana o fogo, macacada, abana o fogo!
Abana bem, bota a panela no fogão."

terça-feira, 30 de julho de 2013

CD ESTICA... DOBRA...



Comprei este CD em uma lojinha, lá em Tiradentes, MG, em 2008.
Desde então ele tem sido usado com frequência nas minhas aulas de música com as crianças da Educação Infantil. Carregado de músicas infantis, singelas e bonitas, o CD traz cantigas de domínio público e também composições de Paulo Santos e Ana Lúcia Braga. Produzido em 2004 o CD é resultado da parceria do Grupo Curupaco com CLIC - Centro Lúdico de Interação e Cultura, de Belo Horizonte.

O Grupo Curupaco originou-se a partir de Oficinas Instrumentais desenvolvidas pelo Grupo UAKTI e tem como idealizadores os músicos Paulo Sérgio dos Santos e Décio Ramos. Seu objetivo é promover vivências lúdicas voltadas para o desenvolvimento musical das crianças. Através de histórias e de uma linguagem musical bem cuidada os músicos convidam seu público para dançar, brincar de roda e apreciar uma grande variedade de arranjos, valorizados pelos ritmos e pelo uso de diferentes instrumentos musicais e de percussão. Além dos idealizadores, citados acima, integram o grupo os músicos Ana Lúcia Braga, André Rimas, Tunico Villani, Glauco Nastácia, João Carlos Leite, Josefina Cerqueira, Neyla Fernandes, Paulinho Carvalho, Bruno Pimenta e as crianças Caio Braga Pimenta e Lisa Cerqueira Santos.
Outros CD já foram lançados pelo grupo como: "Festa na Floresta" e "Voo do Pterodáctilo". O grupo apresenta espetáculos e oficinas, fazendo muito sucesso entre as crianças. 

Gostaria de destacar as canções "Estica dobra" por sua melodia contagiante e "balançante", as canções "A Corujinha" e "A Girafa" pela letra bem humorada e a adaptação da canção "Dona Tartaruga" que é amada pelas crianças.
Várias outras canções como "Curupacopapaco", "Casa Pequenina" e "Borboletinha" são mostradas com arranjos bem cuidados. Vale a pena conhecer!

domingo, 28 de julho de 2013

PARLENDAS

Aproveitei as férias para ler um livro muito bom: "Parlenda, Riqueza Folclórica - Base para a Educação e Iniciação à Música" de Jacqueline Heylen.


Não consegui encontrar muitas informações sobre a autora, a não ser um pequeno texto escrito na aba do seu livro. Jacqueline Heylen nasceu na Bélgica. Formada em Música, com especialização em pedagogia musical, veio para o Brasil em 1961. Professora de Artes Plásticas e Música, editou o disco "Alegria de Natal" com músicas de sua autoria. Fundou em 1971 a Escola Livre de Arte "Movimusicart", publicou os cadernos "Dó Ré Mi Fá da Música", onde propõe um trabalho de iniciação musical através do ritmo de palavras e frases: quadrinhas e parlendas. Atuou como professora universitária na área de música e folclore no Centro de Artes e Faculdade de Música da Universidade de Ribeirão Preto, São Paulo.

A autora define Parlenda como "conjunto de palavras de arrumação rítmica em forma de verso que rima ou não" e "forma recitativa que distingue-se dos versos pela atividade que acompanha: jogo, brincadeira ou movimento corporal".
As parlendas são expressão linguística de transmissão oral, de domínio público que expressam a maneira de pensar, sentir e agir de um povo. Segundo a autora a linguagem das parlendas é simples e dá prioridade à massa sonora e rítmica, sendo que a palavra está em função da cadência.

Quando uma criança recita uma parlenda ela adquire prática na audição e execução dos sons falados, aprende a entoação dos fonemas, vocábulos, palavras e frases, se exercitando na prosódia.

A dinâmica das parlendas depende do metro e do ritmo de cada uma delas. Isso pode variar conforme a função da parlenda. A parlenda "Bãobalalão", muito usada para embalar uma criança, utiliza, com mais frequência, a divisão ternária dos tempos. Parlendas usadas como fórmula de escolha, como "Lá em cima do piano", apresentam uma marcação rítmica acentuada e regular. Algumas parlendas têm ritmo livre como "A baratinha voou, voou" e outras apresentam ritmo compassado, geralmente em compassos binários, simples ou compostos. 

As parlendas estão intimamente ligadas ao movimento corporal. Este movimento pode acontecer desde o ato de apontar os participantes da brincadeira, até as mais variadas movimentações:
- movimento de bater palmas: "Eu com as quatro".
- movimento dos dedos: "Dedo Minguinho".
- movimento de apontar: "Uni, duni, te".
- movimento com coreografia: "Bom barqueiro, bom barqueiro".
- movimento de andar, correr, abaixar, puxar e pular: "Agá, agá, a galinha quer botá".
- equilíbrio corporal: "Borboleta, leta, leta".

As parlendas podem ser recitadas com ondulações de voz, com variação de altura, formando uma melodia. Nestes casos é comum que os intervalos não ultrapassem às terças. Isto faz com que as parlendas apresentem semelhanças com melodias primitivas e também com as melodias do canto gregoriano. Temos o exemplo do "Serra, serra, serrador."

Vários jogos tradicionais são ligados às parlendas, onde o ritmo das palavras propõe ordem física, mental e social ao jogo. Temos parlendas para brincadeiras como:
- Pega-pega: "Limão galego, relou, tá pego".
- Lenço atrás: "Corre cutia".
- Esconde-esconde: "Balança, caixão".
- Cabra-Cega: "- Cabra cega. - Inhá. - D'onde vem? - Do mundê."
- Execução de tarefas: "Bente que bente o frade!"
- Jogo de bola: "Lá vai a bola".
- Pular corda: "Batatinha frita".
- Brincar de estátua: "Duro, mole".
- Jogo de memória: "Categoria".

Observem esta frase de Carl Orff, músico, compositor e educador alemão:
"consideramos o exercício de prosódia a base de qualquer Educação Musical, tanto rítmica como melódica. Os exercícios de prosódia facilitam a aprendizagem dos ritmos binários, dos ternários, dos anacruses e das mudanças de compasso. Também bater palmas e praticar exercícios de direção combinados com exercícios de prosódia, ajudam a aprender a notação musical."
Como Jacqueline Heylen afirma no título de seu livro as parlendas podem ser a base para a Educação Musical. Através dos jogos e do movimento a criança sente o ritmo, o acento e a pulsação. Ao cantar uma parlenda ela alterna os sons agudos e graves. Além disso o jogo com parlendas favorecem que as crianças aceitem regras e estabeleçam normas de modo espontâneo. Despertam sentimentos de brandura, paciência, união, ordem e disciplina.
Parlendas falam de locais, cidades e ambientes. Trazem personagens representativos da vida das crianças, são expressões do povo. Trazem distração, diversão e recreação. São expressões do folclore e trazem a marca de sabedoria do povo. 
Nas escolas as parlendas trazem informações, desenvolvem a memorização, ensinam cores, o alfabeto e os números, por exemplo.

Segundo ainda a autora, as parlendas têm:
- valor cultural - são manifestação do povo.
- valor folclórico - pertencem à linguagem oral.
- valor histórico - transmitem a tradição de geração em geração.
- valor educacional - são importantes na evolução e desenvolvimento da criança.
- valor musical - pelo alto teor rítmico e ondulação vocal, apoiado na cadência poética e ritmo do movimento.



terça-feira, 2 de julho de 2013

DUAS FESTAS DE CIRANDA



Fiquei conhecendo Fábio Sombra através do livro "A Peleja do Violeiro Chico Bento com o Rabequeiro Zé Lelé" (confiram a postagem neste blog). Gostei muito do seu trabalho, visitei seu blog e me interessei pelo livro "Duas Festas de Ciranda".
O livro é muito bom! Apresentei-o às crianças da Escolinha do Faz-de-Conta e todos gostaram também!
As duas cirandas "Caranguejo no Salão" e "A Ciranda do Sapo-Boi" foram dançadas pelos grupos I e II na festa junina da escolinha.
Inspiradas nas cirandas caiçaras da região de Paraty, no Rio de Janeiro, estas cirandas trazem  letras fáceis, que falam de bichos, de dança e música. O ritmo é alegre, estimula o movimento. A viola anima a festa, contagiando a todos. 
Foram compostas por Fábio Sombra e Sérgio Penna, ambos violeiros, pesquisadores e divulgadores da cultura popular.
Sérgio Penna é mineiro de Santa Rita do Jacutinga. É violeiro, cantador, compositor e criador do grupo Violeiros Matutos. É professor de viola caipira. Participou da trilha sonora com a viola e rabeca no livro "A Peleja do Violeiro Chico Bento com o Rabequeiro Zé Lelé" .Também é parceiro de Fábio Sombra no livro "Mês de Junho Tem São João" pela editora Zit. Pela Giramundo Editora, uma de suas composições "Brincadeiras no Sertão" virou um livro ilustrado, voltado para o público infantil.
Belíssimo trabalho!

terça-feira, 18 de junho de 2013

CIRANDA CARACOL COM A PALAVRA CANTADA

A música "Ciranda" de Sandra Peres e Zé Tatit é muito bonita.
Aproveitamos a coreografia sugerida no livro "Brincadeiras Musicais" para trabalhar a ciranda junto às crianças do grupo III da minha escolinha.
Os livros de brincadeiras musicais do Palavra Cantada tiveram como co-autores os músicos Daniel Ayres, Estevão Marques, Julia Pittier e Marina Pittier. 
É um material para ser explorado como um brinquedo, onde a mesma música pode ser aproveitada em diferentes brincadeiras, aproximando a linguagem musical e a criança.




domingo, 16 de junho de 2013

CIRANDAS




Estive pesquisando sobre o tema Ciranda e encontrei este artigo "As Cirandas Brasileiras e sua inserção no ensino fundamental e nos cursos de formação de docentes"  de Maristela Loureiro e Sonia R. Albano de Lima. O texto está disponível no endereço:


Segundo as autoras "a ciranda na nossa cultura é uma manifestação musical que funde diferentes linguagens (canto, dança, palavra) e aciona instâncias racionais e sensíveis de seus participantes, constituindo-se em uma manifestação de congraçamento e alegria, individual e coletiva."
Nas escolas ela está presente nas brincadeiras de roda, enriquecendo o repertório musical e de expressão corporal dos alunos. Através do seu corpo a criança comunica-se com o outro, brincando e cantando.  
Para as autoras: "com a vivência musical desde a mais tenra idade, a criança constrói e adquire conceitos rítmicos, melódicos, harmônicos, polifônicos, históricos e de formas musicais."
Dança de origem portuguesa, as cirandas são praticadas em diferentes lugares no Brasil, em diferentes formas e modalidades. Tendo  como eixo o Mestre Cirandeiro, ou, no caso das rodas infantis, a criança no centro da roda, a ciranda expressa a circularidade do movimento. A coreografia é bastante simples e permite que pessoas de diferentes idades dancem juntas, não existindo limite para o número de participantes. Se a roda fica muito grande, cria-se  uma outra, menor, no interior da maior. 
Os instrumentos usados tradicionalmente são o bumbo, o ganzá, o maracá, a caixa ou tarol, podendo-se ainda adicionar o pandeiro, a sanfona e a viola. Não há um figurino próprio e pode ser dançada durante todo o ano.
As cirandas dos adultos podem variar, dependendo dos passos, do andamento e do gingado. Assim temos a Ciranda de Embolada, que recebeu influência dos cocos de embolada; a Cirandas das Praias, que possui ritmo mais lento; o Samba de Ciranda, com ritmo mais sincopado;  a Ciranda em Baião, que apresenta motivos melódicos característicos do baião; a Ciranda de Folia, que faz parte dos festejos de carnaval; a Ciranda Elétrica, que surgiu pela necessidade de amplificar os sons. 
A Ciranda Elétrica desenvolveu-se no estado de Recife, quando passaram a ser dançadas em espaços turísticos, como uma apresentação, fazendo com que os músicos utilizassem microfones e amplificadores de som. Em Paraty, no Rio de Janeiro, jovens utilizam a guitarra e baixo elétricos.
Muitos compositores utilizaram elementos da cirandas em suas criações. Temos Alceu Valença com "Ciranda da Rosa Vermelha", Naná Vasconcelos com "Ciranda", Lenine com "Ciranda Praieira" e Chico Buarque com "Ciranda da Bailarina". 

terça-feira, 4 de junho de 2013

TATU - PALAVRA CANTADA


O RATO ROEU A ROUPA - ANA MARIA MACHADO E CLAUDIUS




E olha eu, de novo, buscando ideias para minhas aulas de música...
Comecei minha paixão por literatura infantil quando meus filhos eram pequenos. Depois de comprar muitos livros e lê-los todas as noites para eles, fui fazendo minha biblioteca particular. 
Comecei a utilizá-los quando fui dar aulas de música para crianças da pré-escola. 
O livro "O Rato Roeu a Roupa" de Ana Maria Machado e Claudius sempre me encantou!
Este livro, lançado em 1985, faz parte da coleção Mico Maneco. Esta coleção é destinada ás crianças que estão aprendendo a ler. Os textos foram trabalhados com muito cuidado, carregados de humor e fantasia, e ricamente ilustrados.
A autora considera que os primeiros livros da série foram muito difíceis de escrever, pois trabalhavam com um repertório limitado de sílabas, mas que também foram feitos com muito carinho. Parte das ideias surgiram quando Ana Maria morava na Inglaterra e percebeu que seu filho Rodrigo estava começando a ler em inglês. 


Ana Maria Machado é uma grande escritora. Admiro sua trajetória e sua vida, admiro sua obra.
Com mais de 40 anos de carreira, a autora, que começou a carreira como pintora, tem mais de 100 livros publicados no Brasil e em mais de 18 países. Estudou no Museu de Arte Moderna e na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Atuou como professora em colégios, faculdades, escreveu artigos para revistas e fez traduções.
Tendo que deixar o Brasil em 1969, depois de ser presa,  trabalhou como jornalista na revista Elle, em Paris e na BBC de Londres, além de se tornar professora na Sorbonne.
Foi convidada a escrever histórias infantis para a revista Recreio.
De volta ao Brasil, em 1972, trabalhou no Jornal do Brasil e na Rádio JB. 
Seu trabalho foi reconhecido com vários prêmios. Em 2000, Ana Maria Machado ganhou o prêmio Hans Christian Andersen, considerado o prêmio Nobel da literatura infantil mundial. Desde 2003 ela ocupa a cadeira número 1 da Academia Brasileira de Letras. Era a primeira vez que um autor com uma obra significativa para o público infantil era escolhido para a Academia.
Leia mais na página:


Dicas para as aulas:
Que tal, depois de ler o livro, junto às crianças, explorar diversos trava-línguas, ouvir Bate-Boca, com o quarteto Quatro por Quatro, ouvir, do CD "Cantigas de Roda", do grupo Palavra Cantada, "Tatu" e "Pinto"? Meus alunos adoraram a experiência!

terça-feira, 28 de maio de 2013

RUTH ROCHA E PALAVRA CANTADA



Sandra Peres e Paulo Tatit são ótimos!
Uma dupla que trouxe, para as crianças e para nós educadores, um trabalho musical diferente, rico, variado e divertido! Tenho vários de seus CDs e revisito-os constantemente, buscando inspiração e repertório para as aulas de música na pré-escola. Costumo levar também os DVDs da dupla, que sempre são recebidos com encantamento pelas crianças.
O CD "Mil Pássaros", produzido e arranjado por Sandra Peres e Paulo Tatit, traz sete histórias de Ruth Rocha, seguidas por músicas compostas por eles,  Zé Tatit e Arnaldo Antunes.





Ruth Rocha nasceu em São Paulo. Graduada em Sociologia e Política e pós-graduada em Orientação Educacional, trabalhou durante muitos anos como orientadora educacional do colégio Rio Branco. Começou a escrever artigos sobre educação em 1967. Participou da criação da revista Recreio, onde publicou suas primeiras histórias: "Romeu e Julieta", "Meu Amigo Ventinho" (histórias que fazem parte do CD), além de "Catapimba e sua Turma", "O Dono da Bola", entre outras.
Suas histórias foram se espalhando desde então... Que bom!
São tão bonitas e falam de coisas que despertam a atenção das crianças. Não é à toa que Ruth Rocha ganhou os mais importantes prêmios brasileiros destinados à literatura infantil. 



O CD, lançado em 1999,  traz as seguintes histórias: "A Primavera da Lagarta", "A Arca de Noé", "Nosso Amigo Ventinho", "Bom Dia Todas as Cores", "Romeu e Julieta", "Mil Pássaros pelos Céus" e "Lá Vem o Ano Novo". A narração é de Ruth Rocha, cercada por efeitos sonoros especiais. Após cada história vem uma música: "A Borboleta e a Lagarta", "O Velho Noé", "Do Vento", "O Camaleão", "Romeu e Julieta",  "Mil Pássaros" e "Relógio". 
Um belo trabalho! 




terça-feira, 14 de maio de 2013

BATE-BOCA - Quarteto Quatro por Quatro


Para cantar com as crianças e brincar de Trava-língua.
Do CD "RÁ-TIM-BUM".
Muito bom!




terça-feira, 7 de maio de 2013

PIANO E TECLADO - ANTONIO ADOLFO




O livro “Piano e Teclado” de Antonio Adolfo foi publicado em 1994 pela editora Lumiar. Segundo o autor o objetivo principal do livro é suprir a falta de material didático na área de piano e teclado, para nível iniciante, fornecendo elementos para a formação do músico.
Antonio Adolfo, pianista carioca, compositor e intérprete, vem atuando no cenário brasileiro desde meados dos anos 60. Desde 1985 vem se dedicando a escola de música “Centro Musical Antonio Adolfo”, lançando sete livros didáticos e dois livros sobre música brasileira no exterior. Foi representante, por oito anos, do IAJE – Internacional Association for Jazz Education, participando de diversos eventos como músico e educador.
De acordo com o autor, os métodos disponíveis no Brasil para alunos iniciantes de piano e teclado não correspondiam à realidade que necessitamos, principalmente na área da música popular e do jazz. Também, ressalta na introdução do livro, faz-se necessário proporcionar aos alunos o conhecimento dos elementos básicos da música, a leitura musical e o conhecimento harmônico e estilístico.
Abrindo as páginas do livro, encontramos um conteúdo bastante completo e muito bem organizado. A abordagem das questões teóricas caminha lado a lado com as partituras das músicas selecionadas, além das sugestões de repertório adicional e exercícios técnicos.
O autor preocupa-se em fornecer explicações sobre o uso do teclado eletrônico. O teclado é um instrumento que tornou-se bastante popular entre os alunos a partir dos anos 80. Por ser um instrumento mais barato e acessível, com características diversas do piano e recursos tecnológicos a serem explorados tornou-se um substituto do piano em muitos lares. No entanto a falta de material didático específico para este instrumento faz com que os professores busquem adaptar métodos de piano para uso em sala de aula. Antonio Adolfo, neste livro, fornece muitas informações sobre como usar o teclado, explorando seus recursos tecnológicos como a utilização das teclas INTRO, ENDING, FILL, dando sugestões de ritmos e timbres para as músicas do repertório, além de instigar o aluno a criar diferentes arranjos para as músicas, utilizando os conhecimentos adquiridos.
O livro dá ênfase à leitura de notas e rítmica. Os aspectos teóricos são apresentados de forma bem clara e podemos encontrar desde conteúdos simples, para alunos iniciantes, até conceitos mais elaborados como síncopes, tríades maiores, menores, aumentadas e diminutas, inversões, escalas, armadura de clave, compassos simples e compostos. O autor apresenta um grande número de exercícios teóricos, de leitura de notas e leitura rítmica para serem realizados pelos alunos, assim como questionários, ao final de cada unidade e sugestões de exercícios extras. Interessante a proposta de alguns questionários, chamados de Check-up, onde o autor sugere que o aluno faça uma auto-avaliação, descrevendo suas impressões sobre a evolução do aprendizado até determinada unidade do livro.
Durante todo o livro são dadas, através do tópico “Nota para o professor”, sugestões de como aprimorar as lições, de repertório e exercícios adicionais, indicações sobre postura, dedilhado, articulação, além de dicas sobre acompanhamentos, timbres e recursos a serem explorados.
O repertório do livro traz músicas de autoria do próprio autor, assim como temas tradicionais do ensino de piano, músicas clássicas facilitadas e música de diferentes compositores brasileiros como Tom Jobim, Caetano Veloso, Dorival Caymmi e Chico Buarque.
Concluindo, ressalto que o autor alcançou com seu livro os objetivos propostos, nos oferecendo um livro completo, de fácil leitura, com muitos exercícios, músicas e sugestões para as aulas de piano e teclado. Gostaria de ressaltar que, apesar do livro ser indicado para alunos iniciantes, crianças e adultos, este material seria mais indicado para alunos adultos ou adolescentes. Sua ênfase em leitura e a grande quantidade de exercícios não seriam atraentes para o uso com crianças pequenas, precisando ser adaptado pelo professor.

Bibliografia:

terça-feira, 30 de abril de 2013

CIRCO



Umas das melhores descobertas que fiz no ano passado foi este CD. ADORÁVEL!!!!

Eu tinha resolvido desenvolver um projeto sobre Circo, nas aulas de música, com as crianças da Educação Infantil. Comecei a procurar e recolher material para o projeto: livros, músicas, CDs, vídeos e fotos. Este CD estava lá, na biblioteca da escola, quietinho, esperando ser descoberto.

Não preciso dizer que meu projeto mudou de cara, ficou muito mais rico e as crianças amaram!  A partir da história de dois palhaços, o Tililingo e o Pirulão, o grupo Parlapatões invade o universo circense, resgatando sua história, suas canções clássicas, brincadeiras e piadas.

Com roteiro de Hugo Possolo, o CD Circo tem participações especiais de artistas como Arrelia, Pururuca, Picolino e Figurinha, além de músicos e artistas como Antônio Nóbrega, Rosi Campos, Maurício Pereira, Renato Braz, Grupo Paranga, Ary França, Laert Sarrumor, Márcio Werneck, Letícia Coura e Toninho Ferragutti. 

Dentre as músicas temos: "Tem Gato na Tuba", "Piruetas", "Olê, Lê, Seu Tomás", "O Circo Vem Aí", "Na Carreira", lundus, chulas, valsas, parlendas e brincadeiras. Os palhaços exploram uma infinidade de sons, brincam com os instrumentos da charanga, com instrumentos inventados a partir de sucata e também com percussão corporal.

O grupo teatral Parlapatões surgiu em 1991, em São Paulo. Segundo os participantes o trabalho do grupo é pautado no humor, na comédia, utilizando técnicas circenses e de teatro de rua. Já produziram 37 espetáculos, muitas apresentações em eventos, realização de cursos, workshops e palestras. 

O CD Circo foi indicado ao Prêmio Sharp como melhor gravação voltada para crianças em 1999.
              

terça-feira, 23 de abril de 2013

Série "MEU INSTRUMENTO"




Estou desenvolvendo um projeto com meus alunos sobre instrumentos de corda. Minha intenção é fazer com que os alunos conheçam o timbre de alguns instrumentos, através da apreciação musical e também como esses instrumentos produzem som. 
Tenho procurado despertar a curiosidade dos alunos para perceberem que o tamanho, a forma, a grossura das cordas, a forma como se toca, permite a emissão de sons com diferentes alturas, intensidades e durações. 
Pude levar à escola um violão, uma guitarra e um violino, mas infelizmente não tenho acesso aos outros instrumentos. O vídeo é uma boa solução, já que eles podem ouvir e ver o instrumentista em ação.
Buscando vídeos pela internet, encontrei esta série "Meu instrumento". Achei bastante interessante, pois apresenta o instrumento de uma forma dinâmica, em curto espaço de tempo, fala sobre suas partes e sua história.
A série "Meu Instrumento" foi produzida pela Trama.
A Trama produz um programa de música semanal chamado Radiola. Este programa é veiculado na TV Cultura. Sob o comando de João Marcello Bôscoli, o Radiola traz notícias, entrevistas, coberturas de shows, reportagens e séries sobre música e todo o seu universo. De acordo com o produtor musical João Marcello, o Radiola: 

 “É um espaço livre, dedicado exclusivamente ao mundo da música. Poder apresentar performances, opiniões e informações musicais em tevê aberta durante o horário nobre é muito gratificante e raro. Além do mais, quem não gosta de música?”

A gravadora Trama surgiu em 1998 com o intuito de revelar novos talentos da música brasileira, resgatando a carreira de artistas deixados de lado pela mídia. Os responsáveis pela Trama são João Marcello Bôscoli e os irmãos Cláudio e André Szajman. 

Neste endereço você encontra todos os vídeos da série.
http://www.youtube.com/user/TramaRadiola/videos?query=meu+instrumento

terça-feira, 16 de abril de 2013

A PELEJA DO VIOLEIRO CHICO BENTO COM O RABEQUEIRO ZÉ LELÉ


Conheci e adquiri este livro/CD em agosto de 2012. Fiquei encantada!  É tudo muito bonito, bem cuidado e bastante original! 
No mês passado, apresentei-o aos meus alunos da educação infantil. São crianças com idades entre 4 e 5 anos. Todos conheciam os personagens do Maurício de Souza. A partir deles fui apresentando os instrumentos musicais: a viola e a rabeca. Falamos dos desafios que os cantadores costumam realizar, falamos de poesia e cordel. Apreciamos a sonoridade dos instrumentos e aprendemos a reconhecê-los nas modas de viola e também nas músicas de Antônio Nóbrega. 
Maurício de Souza não precisa ser apresentado... Sua obra faz parte de nossa infância, da infância de nossos filhos e, com certeza, fará parte da vida dos netos que virão. Seus personagens estão nos quadrinhos, na televisão, cinema, teatro, internet e até em exposições de arte. 
Fábio Sombra, nascido no Rio de Janeiro, é autor e ilustrador de livros infanto-juvenis. Pesquisador do folclore e da cultura popular, toca diversos instrumentos como viola, rabeca e cavaquinho. Publicou, na literatura de cordel, várias histórias próprias, assim como adaptações de contos europeus e africanos. É membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC).
Aqui está o endereço do blog de Fábio Sombra: http://violeiro.blogspot.com.br/
Dois grandes autores e um trabalho que merece ser divulgado.

terça-feira, 19 de março de 2013

TIQUEQUÊ




Acabo de assistir o DVD "Tu Toca o Quê?" do grupo Tiquequê. 
A mãe de uma aluna me emprestou para assisti-lo, pois, segundo ela, suas filhas estavam adorando a novidade. Não conhecia o grupo, mas logo me encantei com seu trabalho.
Formado pelos músicos Diana Tatil, Bel Tatit, Angelo Mundy e Wem, o grupo nasceu com o intuito de animar festas infantis. Juntando música, teatro, dança, histórias e brincadeiras eles trazem elementos simples (percussão corporal, sons de objetos do dia-a-dia, passos de dança) para interpretar diferentes tipos de músicas, como canções de roda, do nosso folclore, canções infantis e muitas composições próprias. 
Com o sucesso, eles criaram espetáculos e hoje já possuem um CD, um DVD, e alguns produtos artesanais comercializados no site do grupo:

http://www.tiqueque.com/index.html

Diana Tatit é formada em Letras e atua como professora em uma escola em São Paulo. Sobrinha de Paulo Tatit participou de shows da Palavra Cantada e do Coro das Primas.
Angelo Mundy toca violão, estudou teatro, é formado em Língua Portuguesa e Inglesa e atua como músico e compositor, além de ser professor de educação infantil em São Paulo.
Bel Tatit também participou, desde muito jovem, das gravações de CDs e shows da Palavra Cantada. Formada em Psicologia, dedica-se à carreira acadêmica, além do trabalho com o grupo Tiquequê.
Wem estudou violão, cursou Música na faculdade Santa Marcelina e tem um trabalho de composição própria.
No espetáculo "Tu Toca o Quê?" o grupo interage com a platéia e interpreta canções como: O Trem de Ferro, Roda Pião e Sabiá lá na Gaiola. Na música O Cravo e a Rosa, o grupo traz um arranjo interessantíssimo: um tango dramático. Duas músicas de Arnaldo Antunes: Nem Tudo e Cultura, são apresentadas de forma inusitada. 
Vale a pena conhecer este trabalho e trazê-lo às nossas crianças. 

terça-feira, 12 de março de 2013

PORQUE OS MOSQUITOS ZUNEM NO OUVIDO DA GENTE


Gosto de contar histórias nas aulas de música para crianças da Educação Infantil. 
A história é uma oportunidade de agrupar as crianças ao redor do professor, chamando sua atenção para o tema da aula. Também pode ser usada para criar oportunidades de diálogo sobre algum assunto que se queira tratar no decorrer da aula.
Teca Alencar de Brito traz em seu livro "Música na Educação Infantil" (2003) um capítulo especialmente voltado para a sonorização de histórias. Segundo ela, através das histórias podemos estimular a capacidade criativa das crianças, desenvolvendo seu contato com a linguagem oral, com diferentes mundos e personagens, que enriquecem a experiência de vida das crianças, estimulando a imaginação.
Nas aulas de música a história pode ser usada de forma expressiva, explorando o universo sonoro, a entonação e ritmo das palavras e frases. Explorar nosso instrumento, a voz, variando a intensidade, a altura, o andamento, mostrando que temos diferentes possibilidades sonoras e transmitindo isso às crianças.
Podemos utilizar os sons corporais e estimular as crianças a acompanharem a história, reproduzindo ou criando sons para imitar os passos dos animais, a voz de algum personagem, os barulhos da natureza, entre outros.
Podemos dispor de instrumentos musicais que serão utilizados para imitar estes sons, fazendo com que os pequenos participem ativamente da atividade.

Esta semana, pesquisando algumas histórias na biblioteca de minha escola, encontrei este livro:  Porque os mosquitos zunem no ouvido da gente. Baseado num conto da África Ocidental, a história escrita por Verna Aardema, com ilustrações de Leo e Diane Dillon,  foi traduzida para o português por Gian Calvi, em 1998. O livro faz parte do Projeto "Crianças Criativas" que traz várias publicações como livros, DVDs, fantoches e jogos com o objetivo de estimular o hábito de leitura e o desenvolvimento do potencial criativo dos leitores. Os diretores do projeto são Gian Calvi e Lucila Martinez. O endereço do projeto na internet é:

http://www.criancascriativas.com.br

A história é muito bonita, as ilustrações são belíssimas. O iguana, mal-humorado, ao ouvir um comentário absurdo do mosquito, resolve tapar os ouvidos com dois gravetos e ir embora, arrastando-se pelo mato. No entanto, nem o mosquito e nem o iguana, poderiam prever o que iria acontecer ao adotarem tais comportamentos...

Para mim, a história fala de sentimentos muito parecidos com os meus. Interessante eu encontrar este livro nestes dias, próximos ao aniversário de 10 anos da morte de meu filho Francisco. 
A mamãe coruja, ao saber da morte de seu filhote, resolve não piar para acordar o sol. Então a noite não mais terminou e todos os  bichos da floresta ficaram preocupados. 
O luto é como a noite que não termina. Parecia impossível que, depois de uma noite de velório e tristeza, os passarinhos começassem a cantar e o sol voltasse a iluminar a cidade. Mas foi isso que aconteceu. Até mesmo a mamãe coruja resolveu interromper sua tristeza e voltou a piar.
Segundo Fernando Pessoa:

"Quando vier a primavera,
Se eu já estiver morto.
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.
A realidade não precisa de mim."





Falando de Rosas

Estava procurando uma cantiga para as crianças dançarem na festa junina da escolinha. Esta música é uma graça e neste arranjo ficou melhor ainda. Apreciem!